Próximo domingo, dia 8, é o Dia Internacional da Mulher. Aproveito esta semana para ler/reler algumas obras cridas por mulheres e, mais do que isso, para fazer um “wishlist”! Abaixo, cito cinco obras ainda inéditos por aqui de grande quadrinistas.

Procurei estilos diferentes: temos representantes de África, América, Ásia, Europa e Oceania. Esqueci algum continente?

“Cannon”, de Lee Lai

A jovem Cannon deveria ter preparado o restaurante em que trabalha para mais um dia de expediente. Em vez disso, quebrou copos, pratos, mesas. O que a levou a este colapso nervoso e o que acontece agora? Este é o ponto de partida da segunda graphic novel da premiada artista australiana Lee Lai.

Hagio Moto to Iu Monogatari”, de Mato Hagio

Mato Hagio é uma das maiores quadrinistas da história do Japão. Permaneceu inédita por aqui até este ano, quando a JBC lançou “O 11º Tripulante!“. Tem muita obra inédita dela por vir, claro, mas esta, publicada no ano passado, me chamou atenção: “Hagio Moto to Iu Monogatari” (“A história de Moto Hagio”, em tradução livre feita com ajuda de IA) é uma coletânea de palestras concedidas por ela na Universidade de Arte e Design Joshibi, em Tóquio (vi no Shoujo Café!).

“MoonGirls”, de Nana Akosua Hanson

Conheci esta escritora natural de Gana graças a uma entrevista concedida ao “El País”. Esta obra me pareceu bem interessante: uma HQ em que quatro super-heroínas africanas queer se hoje a revelar a verdade de “um sistema patriarcal” no qual há aqueles que “obtêm uma vantagem injusta em riqueza e poder”, na descrição do jornal espanhol.

“Por Culpa de una Flor” (imagem que abre este texto), de Maria Medem

Achei a arte da espanhola Maria Medem esplêndida, e não fui só eu… Veja a opinião do “The Beat” sobre o álbum “Por Culpa de una Flor”: “Se você estiver a fim de uma experiência estética maravilhosa — uma que você se sinta à vontade para não entender completamente — é absolutamente encantador, repleto de conceitos visuais impressionantes. Este livro é uma maneira maravilhosa de passar o início da noite sozinho, enrolado em uma cadeira, em êxtase”.

“Precious Rubbish”, de Kayla E.

A graphica novel de estreia da norte-americana Kayla E. é uma autobiografia experimental autobiografia ousada, em que ela emula quadrinhos infantis antigos para abordar temas como fanatismo religioso, instabilidade emocional materna, pobreza rural e incesto.

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

Quer falar comigo, mas não pelos comentários do post? OK! Meu e-mail é pedrocirne@gmail.com

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