Finalmente os leitores brasileiros têm a oportunidade de ler o trabalho da premiada quadrinista argentina Sole Otero: a WMF Martins Fontes lançou no mês passado “Naftalina“.

Trata-se de um drama familiar ambientado na Argentina de 2001, com foco em uma família descendente de italianos. O álbum foi laureado com o prêmio de público na edição de 2023 do Festival de Angoulême.

Pelo que vi no Fora do Plástico, a estreia brasileira da Sole Otero será em dose dupla. A mesma WMF Martins Fontes irá publicar “Walicho”, obra lançada em 2023 e que é ambientada na Argentina do século 17.

Abaixo, a sinopse da editora para “Naftalina”:

“Uma saga familiar que se começa na Itália do início do século XX e segue até a Argentina em crise, no começo dos anos 2000: depois de perder a avó, Rocío, uma jovem em crise existencial, muda-se para uma casa assombrada por memórias de família. À medida que se conecta com a casa, a jovem vai aos poucos recuperando a história da avó, que tinha um temperamento difícil, e passa a compreender seus antepassados, marcados por acontecimentos cercados de violências e segredos. Ao narrar a trajetória de uma família que teve de recomeçar a vida em outro continente, fugindo de perseguições políticas, este livro faz uma reflexão delicada sobre família, renúncia e sacrifício. Os personagens enfrentam conflitos que abordam temas universais: mulheres que precisaram abrir mão de seus desejos pelo bem-estar dos homens; feridas que não cicatrizam, mesmo entre pessoas queridas; segredos que transformam a vida de todos ao redor… O cheiro de naftalina traz lembranças e descobertas que se misturam com o presente, e a jovem aos poucos percebe que precisa lidar com seus conflitos tentando não repetir a história de dor e renúncia de seus antepassados.”

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho no Estadão e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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