O norte-americano Harvey Kurtzman (1924-93) foi uma figura importante dentro dos quadrinhos de seu país natal. Roteirista, editor e teórico dos quadrinhos, foi um dos fundadores da histórica revista “Mad”, um marco no humor – tanto lá como por aqui, com sua versão brasileira.

E, raridade, um álbum dele vai ser publicado aqui no Brasil – tenho uma edição portuguesa de “Estranhas Aventuras” e uma brasileira de “Aninha – Bonita e Gostosa”, guardadas com carinho na estante.

A Veneta anunciou que lançará a graphic novel “O Livro da Selva”, publicada originalmente no distante ano de 1959. Trata-se de um livro de humor (ele fundou a “Mad”, pô) que é experimental, ousando tanto na diagramação quanto no letreiramento e até no uso de balões (ele fundou a “Mad”, pô! ;-)) .

Falei que Kurtzman foi teórico dos quadrinhos … Em 1991, ele lançou o livro “From ‘Aargh!’ to ‘Zap!’: Harvey Kurtzman’s Visual History of the Comics” – em tradução livre, “De ‘Aargh!’ a ‘Zap!’: Uma história visual dos quadrinhos por Harvey Kurtzman”. O livro foi o primeiro a vencer o Eisner Awards, o Oscar dos quadrinhos norte-americanos, na categoria livros sobre HQs.

Também falei que foi importante para os quadrinhos dos EUA… Não à toa, dois dos livros que posteriormente venceriam o Eisner Awards na mesma categoria foram escritos justamente sobre ele! “The Art of Harvey Kurtzman: The Mad Genius of Comics”, de Denis Kitchen e Paul Buhle, premiado em 2010, e “Harvey Kurtzman: The Man Who Created MAD and Revolutionized Humor in America”, de Bill Schelly, contemplado em 2016.

Enfim, seja lendo seu livro teórico ou suas HQs, acho que dá para aprender um bocado sobre quadrinhos com Harvey Kurtzman.

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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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