Os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 começaram oficialmente na última sexta, e eu me planejei para só publicar textos sobre quadrinhos relacionados a esportes nos próximos dias.

Mas, aí, foi divulgada na última sexta a lista com os vencedores do Eisner Awards, o Oscar dos quadrinhos norte-americanos…

(Você pode ver a lista completa dos vencedores no Omelete.)

Peach Momoko foi eleita a melhor capista do ano por nada menos do que oito títulos dos quais ela faz a arte da capa. Feliz, ela celebrou a conquista com o desenho fofo acima, onde aparecem alguns dos personagens com as quais ela chegou ao prêmio, como a Vampirella (primeira à esquerda).

Peach ainda homenageou outros vencedores em sua ilustração:

  • Usagi Yojimbo (o quarto a partir da esquerda), de Stan Sakai, venceu como melhor série contínua e melhor letreiramento;
  • Viúva Negra (de preto), de Kelly Thompson e Elena Casagrande, foi a melhor nova série.

Não estão representados na arte, mas acho que, entre as dezenas de vencedores do Eisner Awards, vale destacarmos três:

  • Gene Luen Yang, premiado por duas obras diferentes: “Superman Smashes the Klan” (melhor obra para crianças e melhor adaptação para HQs, imagem acima) e “Dragon Hoops” (melhor obra para adolescentes e obra baseada em fatos reais);
  • Uma antologia série, sobre um tema tabu (a menopausa), levou dois prêmios; “Menopause: A Comic Treatment”, que contou com dezenas de artistas, venceu as categorias melhor de história curta e melhor antologia;
  • O japonês Junji Ito, conhecido por seu material de terror, venceu em duas categorias, pelo mangá “Remina” (abaixo): melhor HQ asiática publicada nos EUA e melhor escritor/artista.
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Escrito por

Pedro Cirne

Meu nome é Pedro, nasci em 1977 em São Paulo e sou escritor e jornalista - trabalho na Argus Media e escrevo sobre quadrinhos na TV Cultura.
Lancei dois livros: o primeiro foi "Púrpura" (Editora do Sesi-SP, 2016), graphic novel que eu escrevi e que contou com ilustrações 18 artistas dos oito países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Este álbum contemplado pelo Bolsa Criar Lusofonia, concedido a cada dois anos pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal.
Meu segundo livro foi o romance "Venha Me Ver Enquanto Estou Viva”, contemplado pelo Proac-SP em 2017 e lançado pela Editora do Sesi-SP em dezembro de 2018.
Como jornalista, trabalhei na "Folha de S.Paulo" de 1996 a 2000 e no UOL de 2000 a 2019.

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